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Nossa Erva-Mate é Nativa

Ao contrário do que muitos imaginam a erva-mate (Ilex paraguariensis) não “chegou” ao Brasil como algo importado; ela é nativa da região subtropical da América do Sul, incluindo o sul do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.

 

Antes da chegada dos colonizadores europeus, os povos indígenas, especialmente os Guaranis, já utilizavam a erva-mate há séculos. Eles habitavam as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, uma área que inclui o atual território paranaense. Os Guaranis consumiam a erva mastigando suas folhas ou preparando infusões rudimentares, usando cabaças e canudos de bambu (antecessores da bomba moderna), valorizando-a por seus efeitos estimulantes e seu significado cultural e espiritual.

 

 

Com a chegada dos espanhóis no século XVI, os colonizadores observaram o hábito indígena e, inicialmente, os jesuítas tentaram proibir seu uso, chamando-a de “erva do diabo” por associá-la a rituais pagãos. No entanto, no século XVII, os próprios jesuítas mudaram de postura e passaram a cultivar a erva-mate nas missões, como as do Guairá (atual Paraná), para catequizar os indígenas e substituir bebidas alcoólicas. Assim, a erva-mate começou a se integrar à economia colonial, sendo extraída e comercializada. No Brasil, esse processo ganhou força especialmente no sul, onde a planta era abundante nas florestas de araucária.

 

Qual é o estado que mais produz erva-mate?

Hoje, o Paraná é o maior produtor de erva-mate do Brasil, respondendo por cerca de 87% da produção nacional, segundo dados recentes do IBGE (como os de 2021, que apontam 715 mil toneladas anuais). Cidades como Cruz Machado, São Mateus do Sul e Irati lideram a produção no estado. Esse destaque se deve à combinação de condições climáticas favoráveis, solos ricos e uma longa tradição de cultivo que remonta aos tempos coloniais. O Paraná superou historicamente outros estados do sul, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que também produzem, mas em menor escala (39% e 10% da produção nacional, respectivamente).

Quando descobriram a erva-mate no Brasil?

A “descoberta” da erva-mate no Brasil não tem uma data exata, pois ela já era conhecida e usada pelos indígenas antes da chegada dos europeus. No entanto, o primeiro registro documentado de seu uso pelos colonizadores no território brasileiro vem do século XVI, com os espanhóis na região do Guairá. Um marco importante foi em 1554, quando as tropas do general espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, explorando a área que hoje é o oeste do Paraná, observaram os Guaranis consumindo a bebida. Já sua classificação científica só veio em 1820, quando o botânico francês Auguste de Saint-Hilaire a nomeou Ilex paraguariensis, após estudar ervais nativos no Paraná e no Paraguai.

No contexto brasileiro, a exploração econômica da erva-mate começou a se intensificar no século XVII, com os jesuítas organizando sua produção nas missões. Após a expulsão dos jesuítas em 1767, a extração continuou de forma extrativista, mas foi no século XIX que o Paraná se destacou, com a chegada de imigrantes europeus (italianos, alemães, poloneses) que estruturaram a produção e criaram os primeiros engenhos industriais.

A história da erva-mate no Paraná

No Paraná, a erva-mate tem uma trajetória que mistura cultura indígena, colonização e desenvolvimento econômico. Durante o período colonial, a Província do Guairá (que abrangia grande parte do atual Paraná) foi um dos primeiros centros de extração, com a erva sendo levada por rios como o Iguaçu até os portos. No século XIX, a produção ganhou escala com a chegada de Francisco Alzagarray, um argentino que, em 1820, instalou o primeiro engenho em Paranaguá. A partir daí, a erva-mate virou o “ouro verde” do Paraná, movimentando a economia e atraindo famílias poderosas, como os Leão, Fontana e Correia, que se tornaram os chamados “barões do mate”.

Entre 1853 (emancipação do Paraná) e 1929 (crise econômica mundial), a erva-mate chegou a representar 85% da economia estadual. Engenhos movidos a água e, mais tarde, a vapor, como os de Morretes e Curitiba, processavam a erva para exportação, especialmente para Argentina, Uruguai e Chile. O auge foi interrompido pela crise de 1929, mas o Paraná nunca deixou de ser um protagonista na produção. Hoje, além do uso tradicional (chimarrão e tereré), a erva é matéria-prima para cosméticos, medicamentos e alimentos, mantendo sua relevância.

Curiosidades sobre a erva-mate

  1. Origem do nome “mate”: A palavra “mate” vem do quíchua mati, que significa “cuia” — o recipiente usado pelos indígenas. Já “chimarrão” deriva de “cimarrón”, termo espanhol para “selvagem”, adotado pelos gaúchos para descrever a bebida rústica.
  2. Poder afrodisíaco? Há um mito de que a erva-mate prejudica a libido masculina, mas, ao contrário, ela contém saponinas (relacionadas à testosterona) e era usada por indígenas como estimulante sexual.
  3. Selo IgMathe: refere-se à Indicação Geográfica (IG) concedida em 2017 pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) à erva-mate produzida em algumas regiões.
  4. Versatilidade moderna: Além de chimarrão e tereré, a erva-mate é usada em cervejas artesanais, chocolates, sorvetes e até cosméticos, como shampoos, graças a seus antioxidantes.
  5. Símbolo cultural: No Paraná, a erva-mate está na bandeira e no brasão do estado desde 1947, e no Rio Grande do Sul é árvore-símbolo desde 1980, mostrando sua importância identitária.

A erva-mate no Paraná é mais que uma planta: é um legado histórico, econômico e cultural que conecta o passado indígena ao presente globalizado, com um sabor que atravessa gerações.

São mais de 2 décadas, produzindo a melhor erva-mate do mundo.

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